Com essa indagação, que já deve ter sido feita por muita gente mundo afora, a história começa, revelando uma mãe (Madsen) que tem um filho chamado Matt (Kyle Gallner) que sofre de câncer e faz um tratamento experimental para combater a doença. A consequência disso é uma luta diária travada dentro de seu corpo. Visando ficar mais perto do hospital, a mãe decide se mudar com o resto da famÃlia (mais três filhos e marido). O único problema foi ter ignorado o aviso do corretor sobre o lugar escolhido e sua história. E é aà que começa o filme.
Com uma cena de susto inicial branda, mas reveladora no reflexo de uma tela de televisão desligada, Evocando EspÃritos, como de praxe, cresce a cada minuto. A maioria das seqüências, envolvendo o jovem Matt e a famÃlia são boas. Algumas rendem bons sustos e outras, no mÃnimo, um impacto visual. E mesmo sendo um espectador “experiente†no gênero, não é difÃcil se assustar com elas. O que é positivo, já que o objetivo é esse.
Com uma boa trilha sonora, efeitos especiais regulares e elenco coeso, o maior ponto fraco do filme, talvez, seja o roteiro. Apesar de baseado em fatos reais, é agoniante, e ao mesmo tempo ridÃculo, a insistência do jovem em permanecer num local que o assombra. E o pior é que o mesmo acontece com a famÃlia. A impressão que se tem é que diante de fatos tão sombrios, a tendência é sair correndo. Mas não é o que acontece. E as consequências dessa “coragem” você vai poder conferir.
No filme algumas citações parecem evidentes, como a cena de corte nos olhos que lembram “Um Cão Andaluz†de Luis Buñuel, as manifestações na casa (Poltergeist), a presença do padre e a breve cena de sua chegada olhando para a casa (O Exorcista) e, claro, uma cena no chuveiro (Psicose).
Um detalhe curioso é a associação do fogo com a libertação dos espÃritos quando se pensa na resistência da igreja, no passado, associando a cremação as práticas pagãs dos romanos e gregos, e também dos Ãndios.
Evocando EspÃritos fala um pouco sobre a linha tênue que separa a vida da morte em pessoas que estão com os dias contados. O que os permite, segundo algumas crenças, fazer com que entrem em contato com a vida fora da matéria.
Não saia antes dos créditos finais. Algumas informações importantes são passadas para o espectador sobre o destino de Matt e de sua famÃlia.
Bom programa – sinistro – para o fim de semana!
PS: Kyle Gallner é novato em cinema, mas já está escalado para novo filme. Confira em Jovem ator é escalado para o retorno de “A Hora do Pesadelo”