Comercial censurado

11:02 28/04
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Na tentativa de ajudar na campanha contra a violência à mulher, coordenada pela organização Women’s Aid, o diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley fizeram um comercial para a TV sobre o tema. Só que o Clearcast, órgão responsável por supervisionar os anúncios publicitários no Reino Unido, proibiu sua exibição.

A alegação é que o anúncio traz cenas muito duras, mostrando a personagem de Knightley sendo agredida pelo namorado.

Segundo o diretor e a atriz, a intenção era mostrar à sociedade que agressões do tipo não ocorrem apenas nas classes menos favorecidas, além de ressaltar a própria violência à mulher e o absurdo que isto representa, estimulado pela reação contrária ao exibido.

Obviamente o comercial censurado chegou à internet. Confira logo abaixo e dê sua opinião sobre o tema. Vale lembrar que Wright e Knightley trabalharam juntos em dois filmes, Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação.

| Categoria: Geral, Na TV

Primeira foto do novo "Robin Hood"

16:11 23/04
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A foto oficial do herói interpretado por Russell Crowe foi divulgada nesta semana. O ator está com a silhueta mais esguia do que no recente Rede de Mentiras e empunha o arco e a flecha cheio de estilo. Para o produtor Brian Grazer, o herói é uma metáfora para os dias de hoje, tentando criar igualdade em um mundo onde há uma série de injustiças.” Esse é um tema universal. Grazer aproveita ainda para afirmar que sua vestimenta “é mais medieval” do que em versões anteriores.

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Evocando Espíritos

19:39 17/04
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Uma luta dentro e fora do Corpo


Com um título que não deixa dúvidas sobre o tema, os produtores fazem questão de dizer, logo de cara, que é uma história baseada em fatos reais para acentuar ainda mais o tom assustador. Evocando Espíritos abre com fotografias em preto & branco e uma música quase infantil. Mas as fotos vão ficando mais sinistras, com pessoas mortas, e a música acompanha o clima.

Em seguida, Virginia Madsen (Número 23) aparece dando uma entrevista para um programa de tv sobre o fenômeno sobrenatural ocorrido com sua família. E levanta a seguinte questão: “Por que acontecem coisas ruins para pessoas boas?â€


Com essa indagação, que já deve ter sido feita por muita gente mundo afora, a história começa, revelando uma mãe (Madsen) que tem um filho chamado Matt (Kyle Gallner) que sofre de câncer e faz um tratamento experimental para combater a doença. A consequência disso é uma luta diária travada dentro de seu corpo. Visando ficar mais perto do hospital, a mãe decide se mudar com o resto da família (mais três filhos e marido). O único problema foi ter ignorado o aviso do corretor sobre o lugar escolhido e sua história. E é aí que começa o filme.

Com uma cena de susto inicial branda, mas reveladora no reflexo de uma tela de televisão desligada, Evocando Espíritos, como de praxe, cresce a cada minuto. A maioria das seqüências, envolvendo o jovem Matt e a família são boas. Algumas rendem bons sustos e outras, no mínimo, um impacto visual. E mesmo sendo um espectador “experiente†no gênero, não é difícil se assustar com elas. O que é positivo, já que o objetivo é esse.

Com uma boa trilha sonora, efeitos especiais regulares e elenco coeso, o maior ponto fraco do filme, talvez, seja o roteiro. Apesar de baseado em fatos reais, é agoniante, e ao mesmo tempo ridículo, a insistência do jovem em permanecer num local que o assombra. E o pior é que o mesmo acontece com a família. A impressão que se tem é que diante de fatos tão sombrios, a tendência é sair correndo. Mas não é o que acontece. E as consequências dessa “coragem” você vai poder conferir.

No filme algumas citações parecem evidentes, como a cena de corte nos olhos que lembram “Um Cão Andaluz†de Luis Buñuel, as manifestações na casa (Poltergeist), a presença do padre e a breve cena de sua chegada olhando para a casa (O Exorcista) e, claro, uma cena no chuveiro (Psicose).

Um detalhe curioso é a associação do fogo com a libertação dos espíritos quando se pensa na resistência da igreja, no passado, associando a cremação as práticas pagãs dos romanos e gregos, e também dos índios.

Evocando Espíritos fala um pouco sobre a linha tênue que separa a vida da morte em pessoas que estão com os dias contados. O que os permite, segundo algumas crenças, fazer com que entrem em contato com a vida fora da matéria.

Não saia antes dos créditos finais. Algumas informações importantes são passadas para o espectador sobre o destino de Matt e de sua família.

Bom programa – sinistro – para o fim de semana!

PS: Kyle Gallner é novato em cinema, mas já está escalado para novo filme. Confira em Jovem ator é escalado para o retorno de “A Hora do Pesadelo”

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Cadeira de diretor portátil

11:14 14/04
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Se você ainda não realizou seu filme por falta de tempo ou verba, agora já pode esperar a oportunidade sentado numa cadeira… de diretor. E o melhor de tudo é que ela é portátil. Ou seja, enquanto aguarda na sala de espera pelo “ok” do patrocinador de sua produção, por exemplo, pode usar sua própria cadeira e tirar onda. (risos) O produto está à venda no site da Hammacher Schlemmer, especializada em oferecer coisas diferentes há muitos anos. O valor é de US$ 129.

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Monstros vs. Alienígenas

10:08 03/04
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UM ESTRANHO NO NINHO

Como já se tornou comum nas últimas produções de animação, Monstros Vs. Alienígenas brinca no logotipo da Dreamworks, com o moleque pescador sendo abduzido por uma nave espacial. Bacana. Mas falta inovação. Ainda mais para um filme feito também em 3D. Aliás, esse é um detalhe importante. A produção explorou pouco a tecnologia. Com uma cena inicial boa, envolvendo um humano e sua brincadeira com raquete e bola, o efeito se dispersa ao longo da história, revelando um filme em 2D regular e um 3D inferior a algumas das recentes animações exibidas como Bolt – Supercão e Coraline e O Mundo Secreto. O que é muito estranho por tratar-se da DreamWorks.


Mesmo assim, Monstros Vs. Alienígenas não é ruim. Só não parece digno de um estúdio responsável por Shrek. O filme tem personagens apenas bacaninhas: Dr. Barata, Elo Perdido, Insectossauro, Ginórmica e Bob, um ser gelatinoso, bobão e, sem sombra de dúvida, o mais carismático. O que acontece é que com o objetivo de “capturar” a família, as produções apelam para piadas adultas no meio do roteiro.

Em Monstros Vs. Alienígenas, praticamente, todas as referências são assim. Uma criança não vai reconhecer o que é Ãrea 51 ou a inscrição “E.T. Go Home” num míssel,. Muito menos um presidente cercado por assessores imbecis que citam a famosa apresentadora americana Oprah num momento de tensão ou até mesmo uma imagem alusiva ao clássico A Mosca de David Cronemberg, quando o Dr. Barata sai de um casulo. E o que dizer de um casal ouvindo “Who´s Crying Now” do grupo Journey?!

São referências de adultos que já passaram dos 30. O próprio código estabelecido pelos humanos para dizer que o planeta está sendo invadido é “código Nimoy”. Uma alusão direta ao ator Leonard Nimoy, o eterno Sr. Spock de Jornada nas Estrelas. Até o premiado documentário Uma Verdade Inconveniente foi citado, assim como a música de Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Um Tira da Pesada.

Ou seja, Monstros Vs. Alienígenas é uma grande colcha de retalhos com um fiapinho de roteiro. A história? Uma jovem é atingida por um pedaço de um planeta, vira uma gigante (Ginórmica) e é presa pelo governo na área 51 junto com os tais seres estranhos. Com o planeta sendo invadido por um misterioso ser alienígena que lembra muito Klaatu de O Dia Em Que a Terra Parou, o governo descobre que a melhor arma para salvar os Estados Unidos, e o mundo, são os monstros.

A maior sacada do roteiro foi curtir com o fato de que todo filme sobre invasão se passa nos Estados Unidos, aquela coisa “somos o centro do mundo“. Isso foi legal. Entre as mancadas, um erro de proporção entre as mãos de Ginórmica e as telhas de um telhado. A sequência na ponte Golden Gate (São Francisco) é muito bem feita e o visual bem elaborado. Os momentos engraçados são, na maioria, protagonizados por Bob. Mas o presidente americano também rende umas risadas.

A trilha é coerente, com destaque para “Planet Claire” do B-52′s. No fim, se tiver paciência de esperar um pouco, durante os créditos finais, acontece uma sequência com o presidente fazendo uma brincadeira com o público, aproveitando o recurso 3D. Assim, para concluir, pode-se dizer que vale o ingresso. Mas a verdade é que para um filme dirigido por dois caras que têm Sherk 2 e O Espanta Tubarões no currículo, este parece um estranho no ninho.

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