Foi Apenas um Sonho

19:43 31/01
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A publicidade vende este como sendo o reencontro de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, remetendo ao sucesso de Titanic. Sim, é verdade. Mas este é o único elemento em comum entre os dois filmes. Há aqui muito de Beleza Americana, também dirigido por Sam Mendes, mas sob outro enfoque.

A grande semelhança é o fato de que ambos mostram o vazio existencial que o americano médio possui. Não é a toa que ambos situam seus personagens na classe média: possuem uma vida confortável, filhos, família, emprego, mas não são felizes. O que falta então?

Falta a realização pessoal, falta saber que você gosta daquilo que faz ou que é, falta ser reconhecido. O que acontece tanto com o Lester Burham de Kevin Spacey, em Beleza Americana, quanto com a April Wheeler de Kate Winslet, neste filme. São personagens que, aparentemente, têm tudo o que todos desejam. Mas, em seu íntimo, sabem que isto não é verdade. Sabem que precisam buscar algo, pois o que possuem não lhes é suficiente.


April tenta, propondo ao marido que deixem sua vida de lado e partam para Paris. Passará a trabalhar e irá sustentá-lo, ela decide. Trata-se de um ato de desespero, motivado pela sua frustração – pessoal e profissional, é importante ressaltar. Uma espécie de última tentativa de ser feliz, mesmo que esta seja irreal ou ingênua.

Apesar de tratar do mesmo ambiente, Foi Apenas um Sonho segue um caminho bem diferente de Beleza Americana. E um dos motivos é que aqui há alguém que se importa com o personagem principal. Mesmo com seus defeitos, é inegável que Frank, interpretado por Leonardo DiCaprio, quer manter o casamento e ver sua esposa feliz. Lidar com isto e as diferenças de prioridades pessoais torna-se a grande questão, para ambos os personagens. Até que ponto vale insistir em um relacionamento? Até que ponto vale insistir com a vida? São questões levantadas pela história, cujas respostas são absolutamente pessoais mas cujo desenrolar em cena é perfeitamente plausível.

Bom filme, com belas interpretações de Leonardo DiCaprio e, em especial, Kate Winslet. As variações de humor demonstradas por ela em determinadas cenas mostram bem o porquê de ter ganho o Globo de Ouro.

Confira a coluna de Roberto Cunha sobre este filme

| Categoria: Críticas, Nos Cinemas

Paramount – Novo Calendário

13:39 31/01
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A Paramount Pictures Brasil divulgou sua nova relação de lançamentos para 2009. Confira abaixo:

13 FEV – CORALINE E O MUNDO SECRETO (CORALINE)
13 FEV – SEXTA-FEIRA 13 (Friday The 13th)
20 FEV – MILK – A VOZ DA IGUALDADE (Milk)
20 FEV – UM HOTEL BOM PRA CACHORRO (Hotel For Dogs)
27 FEV – ALMA PERDIDA (The Unborn)
06 MAR – FROST/NIXON (Frost/Nixon)
06 MAR – WATCHMEN – O FILME (Watchmen)
13 MAR – BELA NOITE PARA VOAR
13 MAR – MODELOS NADA CORRETOS (Role Models)
20 MAR – RUDO Y CURSI (Ainda Sem Título Em Português)
27 MAR – SURF ADVENTURES 2
27 MAR – DUPLICIDADE (Duplicity)
03 ABR – VELOZES E FURIOSOS 4 (Fast And Furious)
03 ABR – MONSTROS VS ALIENÍGENAS (Monsters Vs Aliens)
24 ABR – EU TE AMO, CARA (I Love You, Man)
24 ABR – STATE OF PLAY (Ainda Sem Título Em Português)
08 MAI – STAR TREK (Star Trek)
29 MAI – OS PIRATAS DO ROCK (The Boat That Rocked)
29 MAI – O MISTÉRIO DAS DUAS IRMÃS (The Uninvited)
12 JUN – IMAGINE THAT (Ainda Sem Título Em Português)
26 JUN – TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS (Transformers: Revenge Of The Fallen)
03 JUL – PUBLIC ENEMIES (AINDA SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS)
07 AGO – G.I. JOE – A ORIGEM DE COBRA (G.I. Joe – The Rise of Cobra)
14 AGO – DRAG ME TO HELL (Ainda Sem Título Em Português)
28 AGO – LAND OF THE LOST (Ainda Sem Título Em Português)
18 SET – FUNNY PEOPLE (Ainda Sem Título Em Português)
25 SET – ELA DANÇA COM MEU GANSO (Dance Flick)
SET – O SOLISTA (The Soloist)
09 OUT – SHUTTER ISLAND (Ainda Sem Título Em Português)
23 OUT – BASTARDOS INGLÓRIOS (Inglourious Basterds)
06 NOV – THE WOLFMAN (Ainda Sem Título Em Português)
13 NOV – DINNER FOR SCHMUCKS (Ainda Sem Título Em Português)
| Categoria: Nos Cinemas

Milk

10:02 30/01
1 comentário

A Paramount divulgou o trailer legendado de Milk – A Voz da Igualdade, detentor de 8 indicações ao Oscar deste ano. Confira logo abaixo.

| Categoria: Trailer

O Curioso Caso de Benjamin Button

16:29 28/01
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Quando se fala em filme de Oscar, sempre se espera algo mais. Quando é o mais indicado de qualquer ano, espera-se mais ainda. Por este lado pode-se dizer que O Curioso Caso de Benjamin Button é uma decepção. Apesar de sua exuberância técnica, em especial na maquiagem e direção de arte, trata-se de um filme frio, com poucos momentos de real impacto.

Em parte por decisão do diretor David Fincher e dos roteiristas Eric Roth e Robin Swicord, que alongaram o máximo que puderam a história do personagem-título. Há trechos de sua vida, e até mesmo personagens, que poderiam ser suprimidos sem prejuízo à história. Notar estes excessos faz com que o filme, pouco a pouco, canse. É claro que a parábola sobre velhice e infância é interessante, em especial o modo como estes dois temas se intercalam, com situações típicas de uma criança quando Benjamin fisicamente é um idoso, e vice-versa. Trata-se, no fundo, de uma grande fábula, narrada em tom de “era uma vez…”. A narração em off, usada sob o pretexto da leitura do diário, transmite esta sensação, assim como a própria direção de Fincher. Seja através da metáfora, como na situação do relógio, ou no tratamento da imagem de certas sequências, como as várias citações aos raios, tudo dá propositalmente a entender que a história narrada é fictícia. O que permite até mesmo algumas “licenças poéticas”, já que não há um grande compromisso com a lógica, mesmo dentro da situação apresentada.

Outra questão é a falta de emoção transmitida por Brad Pitt ao longo de todo o filme. Pitt, que não é mau ator, é em muito auxiliado pela maquiagem de seu personagem, especialmente quando está envelhecido. Pode-se notar a construção do momento de vida de Benjamin através de seu olhar, mas este é insuficiente para emocionar. Cate Blanchett, com bem menos tempo em cena, consegue transmitir com muito mais facilidade a vivacidade e paixão de sua personagem. O que levanta a pergunta: por que Brad Pitt foi indicado ao Oscar? O ator já teve atuações melhores, como em Babel, que foram despercebidas pelas premiações em geral. A resposta talvez esteja em dois pontos: o fator do astro e o fato de que um filme com tantas indicações como este precisava de ao menos um representante na categoria de atores. Independente do motivo, trata-se de uma representação sem grande destaque.

Como um todo trata-se de um filme apenas mediano, mas produzido com grande preciosismo. Para categorias técnicas pode até ser suficiente, mas é muito pouco para o que se espera de um candidato ao Oscar de melhor filme.
| Categoria: Críticas, Nos Cinemas

Benjamin Button em quadrinhos

09:00 25/01
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Enquanto faz sucesso nos cinemas, O Curioso Caso de Benjamin Button chega também em quadrinhos ao país. O conto de F. Scott Fitzgerald, no qual o roteiro do filme foi baseado, estará disponível nos próximos dias nas livrarias, pela quantia de R$ 29,90. A adaptação é da dupla Nunzio DeFillipis e Christina Weir, com lançamento da Ediouro.

Ao lado pode ser conferida a capa da edição.

| Categoria: Geral

Frase do Dia

09:33 24/01
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“Pode escrever: ano que vem eu estou lá no Oscar, e desta vez trago a estatueta.”

(Fábio Barreto, em entrevista ao jornal O Dia, sobre o início das filmagens de “Lula, o Filho do Brasil”)

Saiba mais: Cinebiografia de Lula troca de protagonista

| Categoria: Frases

Quarentena x [REC]

17:20 23/01
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O cinema hollywoodiano vive em busca de filmes de sucesso de outros países, de forma que possam readaptar para sua cultura. Se for de terror então, é quase certo que haverá refilmagem. É o caso deste Quarentena, lançado apenas um ano depois do espanhol [REC].

A proposta do original foi mantida: explorar um clima de documentário, estilo A Bruxa de Blair. Só que aqui falta autenticidade, algo essencial para a história. Um dos aspectos mais interessantes de [REC] é o modo como as pessoas lidavam com o desconhecido, o que o tornava até mesmo um estudo sobre o medo. Para atingir este objetivo os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza chegaram a rodar cenas em que nem mesmo os atores sabiam o que aconteceriam, justamente para captar esta espontaneidade. Isto foi perdido em Quarentena, seja pelo elenco escolhido ou pelo próprio fato da história não ser mais original.Há também mudanças significativas no modo como a estória é contada. O lado crítico ao jornalismo, existente de forma explícita em [REC], foi muito amenizado. Apesar da câmera continuar filmando tudo, não há mais tanta insistência no lado voyeur da situação, até mesmo de explorar comercialmente o ocorrido. A protagonista – Manuela Velasco no original, Jennifer Carpenter aqui – passou por mudanças conceituais. O lado tedioso da cobertura no corpo de bombeiros é meio escondido, sendo substituído por uma série de piadas sexuais entre a jornalista e os bombeiros. A personagem aqui não demonstra tanto a ambição em crescer na carreira, algo essencial também para a crítica ao jornalismo, e tem uma postura mais ativa no sentido de ajudar aos outros dentro do edifício. Ou seja, tornou-se menos egoísta. Só que era justamente esta característica que a tornava interessante diante da história, pois estava ali primeiro a jornalista e depois a pessoa. Esta crítica quase que desaparece em Quarentena.

A refilmagem "Quarentena"

Há também um maior enfoque em cenas de choque, como a morte do rato e o close na perna quebrada. Todas desnecessárias para criar um clima de suspense, mas que atendem a uma certa necessidade do cinema hollywoodiano de terror em impressionar de forma explícita. [REC], sem mostrar algo neste sentido, consegue criar um clima muito mais claustrofóbico e envolvente. E também não denuncia, ao menos não de forma tão previsível, qual é o rumo que a história toma.

No embate entre os dois, o original vence com sobras. Quarentena nada mais é do que uma mera tentativa em obter dinheiro fácil, enquanto que em [REC] ao menos pode-se notar uma proposta no que é apresentado ao espectador.

| Categoria: Críticas, Nos Cinemas

Censura pra que?

22:49 22/01
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Acabo de chegar da sessão de Quarentena, no Iguatemi do Rio de Janeiro. Filme de terror, bem inferior ao original [REC] – mais comentários amanhã, sem falta -, censura 16 anos. Só que no meio do público estavam lá um casal e sua filha, de no máximo 10 anos, sem serem importunados por alguém.

A 1ª pergunta que me veio em mente foi o título deste post. Um lado finge que censura, o outro finge que aceita e está tudo bem. Mas depois fiquei pensando… por mais que se queira ver, que pais são estes que levam uma criança para ver um filme de terror no cinema?

Há limites para a vontade em assistir um filme, especialmente quando envolve alguém que nem sabe o que está acontecendo.

| Categoria: Geral

Framboesa de Ouro

18:47 21/01
0 comentários
Já está disponível no Adoro Cinema a relação completa dos indicados ao Framboesa de Ouro 2009. Nenhuma grande surpresa, com os organizadores pegando no pé de alguns velhos conhecidos: Carmen Electra, Eddie Murphy, M. Night Shyamalan, etc.

Para conferir a relação, clique aqui.

Wolverine

07:46 21/01
0 comentários
Enquanto 30 de abril não chega, data prevista para o lançamento nos cinemas nacionais de X-Men Origins: Wolverine, confira abaixo a nova foto promocional do filme. Nela podemos ver, além de Hugh Jackman como o protagonista, Ryan Reynolds como Deadpool, Taylor Kitsch como Gambit, Liev Schreiber como Dentes-de-Sabre e Lynn Collins como Raposa Prateada.

| Categoria: Pré-Produção