Correndo com Tesouras

18:55 30/03
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Com o circuito de cinema sem grandes atrativos, o jeito é recorrer à boa e velha locadora. E nela fui desencalhar um filme de apenas 2 anos atrás, indicado ao Globo de Ouro mas que jamais foi lançado nos cinemas brasileiros: Correndo com Tesouras. Bom filme, mas vendido de forma equivocada.

Está lá na contracapa do DVD: “uma diabolicamente divertida, corajosa e emocionante história sobre como sobreviver a uma infância nada convencional”. O que me chamou a atenção foi o “diabolicamente”. Como isto poderia se aplicar em um filme? Humor negro, talvez? Não sei, pensei. Aluguei e, literalmente, paguei para ver.

Para começar, não se trata de uma comédia. Um erro que tem se tornado corriqueiro no Globo de Ouro, vide os casos de O Mundo de Andy, Ray, Piaf e Jogos do Poder. Mas isto é o de menos. O filme aborda a história – real, por mais incrível que possa parecer – de Augusten Burroughs, que antes de completar 15 anos tinha sido abandonado pelos pais e vivia com a família do psicólogo de sua mãe.

A surrealidade de como foi a vida de Augusten impressiona, chamando a atenção para um conflito bastante atual para os pais: como medir a liberdade e a repressão na criação dos filhos. Augusten teve a vida que muitos sonharam para si: liberdade total, sem a necessidade de ir à escola e tendo condições de fazer o que queria desde muito cedo. As distorções provocadas por tal educação, tanto para o bem quanto para o mal, são nítidas. É claro que tudo se torna ainda mais drástico ao constatar como era a família Finch, repleta de personagens incomuns e bizarrices. Mas, mesmo antes de Augusten passar a viver com eles, estas distorções são perceptíveis. Ou seja, a situação ampliou os efeitos mas eles já estavam lá. Ver a repressão extrema é de certa forma comum no cinema, mas não a liberdade extrema. Ainda mais aplicada numa situação que, vale a pena ressaltar, é verídica.

De certa forma Correndo com Tesouras lembra os filmes de Wes Anderson, por colocar seus personagens em situações insólitas e excêntricas. Entretanto o mais importante do filme é mostrar que não existem fórmulas exatas para se obter sucesso ou fracasso, algo que depende muito mais do modo como cada um lida com as adversidades que a vida apresenta. Bom filme, mas que definitivamente está longe de ser uma comédia.

Ficha de Correndo com Tesouras no Adoro Cinema

Período pós-Oscar

15:06 30/03
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O calendário de cinema no Brasil costuma seguir uma certa lógica. Janeiro é o mês dos filmes de férias – infantis, comédias e aventuras -, para aproveitar o tempo livre da criançada e dos adolescentes. Ainda neste mês começam a despontar os candidatos ao Oscar, que apenas chegam em peso em fevereiro. A idéia é explorar a expectativa com a cerimônia de entrega do Oscar, que nos últimos anos tem sempre ocorrido na última semana deste mês.

Março e abril são meses sem grandes atrativos para os cinéfilos. Não que bons filmes não estréiem neste período, não é isso. Mas boa parte das estréias é formada por filmes médios e pequenos, ou ainda aqueles que estavam encalhados nas prateleiras das distribuidoras à espera de uma brecha no calendário. A cada “A Família Savage” ou Na Natureza Selvagem há diversos outros que não animam a ida ao cinema. O resultado é o que temos visto ultimamente: estréias de até 10 filmes a cada sexta, mas a grande maioria permanecendo pouquíssimo tempo em cartaz. Justamente pelo pouco interesse que provocam no espectador.

Este hiato de bons lançamentos é tradicional, mas neste ano a situação está complicada. Está difícil encontrar algo minimamente atraente ao ver a programação do circuito. E ao conferir os lançamentos das próximas semanas poucos são os filmes que despertam alguma atenção: Estômago, “Charlie Bartlett”, “Quebrando a Banca”… e só.

Que os ares pessimistas não se confirmem e surpresas apareçam nas telas de cinema. Ou teremos ainda uma boa espera para que os filmes mais aguardados do ano, como o novo Indiana Jones, cheguem até nós.

| Categoria: Geral

10.000 A.C.

14:24 28/03
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Roland Emmerich é especialista em destruir Nova York. Visto por este ângulo, 10.000 A.C. é uma novidade em sua carreira – ou nem tanto, já que como a história ocorre em um passado remoto o local onde tudo acontece pode muito bem ser a atual Nova York. Brincadeira a parte, o fato é que o filme é muito ruim. Daqueles que desde já surgem como forte candidato ao topo da lista dos piores do ano.

Trata-se de uma espécie de Apocalypto sem criatividade, sem originalidade. A história é parecida: tribo vive em paz até ser atacada por um povo bárbaro, que leva consigo alguns de seus habitantes. O herói parte em busca da mocinha, decidido a enfrentar todos os perigos e resgatá-la. Se o filme de Mel Gibson buscava situar a história num contexto verídico, a decadência do império maia, aqui tudo é falso. Desde as locações, que misturam numa proximidade impressionante montanhas glaciais com florestas úmidas e desertos escaldantes, até a co-existência de mamutes, tigres dente-de-sabre e seres humanos. Ou seja, de antemão já se assume que nada daquilo tem alguma coerência, ao menos pelo lado histórico.

Mas, mesmo com esta decisão, poderia se esperar um bom filme-pipoca. Descerebrado, com boas cenas de ação, daqueles que divertem mesmo com os maiores absurdos em cena. 10.000 A.C. também decepciona nisto. Utiliza fórmulas clichês para tentar criar tensão e abusa de diálogos risíveis. Em um deles o herói, D’Leh, diz ao tigre dente-de-sabre: “não me coma após salvar sua vida”, em um tom de súplica. É, o herói pede ao tigre que permaneça vivo, numa simples conversa. E funciona. Isto dá bem o tom do que é o filme: um desastre.

Ficha de 10.000 A.C. no Adoro Cinema

| Categoria: Críticas, Nos Cinemas

Despedida

09:43 28/03
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Caros leitores,
Após cinco anos de parceria, estou deixando o Adoro Cinema. Novos rumos pessoais e profissionais fazem com que eu me despeça aqui de vocês. Como já diziam os sábios budistas, “a única constante da vida é a impermanência”. Foi ótimo receber as mensagens, dicas e até mesmo puxões de orelha de vocês. Aos que quiserem continuar a conversa, não apenas sobre cinema, mas também sobre as outras expressões de arte, deixo o endereço do meu recém-criado blog pessoal: http://artesesubversao.blogspot.com/
Um grande abraço e que “a Força esteja com vocês!”
| Categoria: Sem categoria

Almodóvar On Line

20:39 27/03
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Pedro Almodóvar está prestes a rodar um novo filme, intitulado Los Abrazos Rotos (Os Abraços Partidos, título quase homônimo ao do filme argentino). A exemplo do que já havia feito por ocasião das filmagens de Volver, Almodóvar acaba de colocar na internet um blog, onde ele pretende não apenas relatar a rotina de cada etapa da criação do longa, como também comentar fatos do dia-a-dia, livros que o estão influenciando, estados de espírito, etc. O texto é escrito em forma de diário. Também estão disponíveis várias fotos de ensaios, leituras e até mesmo do próprio Almodóvar escrevendo. Los Abrazos Rotos tem no elenco, mais uma vez, Penélope Cruz e Blanca Portillo.

| Categoria: Pré-Produção

Atos que Desafiam a Morte

20:42 26/03
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Arrasado pela morte da mãe, o famoso mágico Harry Houdini aproveita uma de suas turnês para lançar um desafio: está disposto a dar um prêmio de dez mil dólares a quem lhe fornecer uma prova definitiva da existência de vida após a morte. Para tanto, bola um plano que considera à prova de falcatruas: será o vencedor aquele que adivinhar as últimas palavras de sua falecida mãe, ouvidas apenas por ele próprio. Mary McGarvie é uma sedutora médium de araque que, junto com a filha Benji, está disposta a tentar enganar o maior dos ilusionistas com seus encantos.

O filme se utiliza parcialmente da vida real de Harry Houdini para criar seu roteiro. Os dados biográficos sobre a infância pobre do mágico, bem como sobre sua incrível resistência pulmonar e sua habilidade com cadeados e correntes são verdadeiros. Aliás, foi justamente por essas particularidades que ele ficou tão famoso. Tanto que até hoje ninguém conseguiu desvendar seus truques por completo, mesmo tendo ele deixado boa parte de seus segredos registrados em um livro.

A trama é ambientada em 1926, mesmo ano da morte de Houdini, então com 52 anos. A primeira coisa a chamar atenção é que, mesmo com aquela peruca esquisita, o ator Guy Pearce parece ter no máximo quarenta. Sua atuação é sem vida e burocrática, como se tivesse feito o filme apenas para embolsar um dinheirinho extra. Aliás, desde Amnésia o sujeito não faz um filme decente. Já sua partner Catherine Zeta-Jones está, mais uma vez, fazendo o papel de mulher bonita. E só. O único sopro de vida no elenco – que ainda conta com um apático Timothy Spall – é a garotinha Saoirse Ronan. Revelada no papel da menina ciumenta que detona toda a trama de Desejo e Reparação – o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante –, Saoirse demonstra uma segurança em cena de fazer inveja a muito ator adulto.
No geral, Atos que Desafiam a Morte é um filme previsível e chato. Não se decide a enveredar por nenhum dos caminhos que insinua e se arrasta superficialmente por todos. E olha que o que não faltam são temas abordados: desde a questão da ética da profissão de ilusionista até o debate sobre vida após a morte, passando pelo romance entre Houdini e a aparentemente fictícia Mary McGarvie, todas as situações são jogadas na trama apenas de passagem. O filme não se propõe a ser uma biografia de Houdini, mas tampouco abraça com liberdade o terreno da ficção – como faz, por exemplo, Shakespeare Apaixonado.

A diretora Gillian Armstrong tem como trabalho mais famoso o drama familiar Adoráveis Mulheres, de 1994. Depois disso, realizou o bom Oscar e Lucinda e o ruinzinho Charlotte Gray. E para piorar a situação de Atos que Desafiam a Morte, não podemos nos esquecer de que o tema ilusionismo foi abordado recentemente em dois outros filmes: O Ilusionista e O Grande Truque. Embora nenhum dos dois chegue a ser um primor, são muito superiores.
| Categoria: Críticas

Frase do Dia

01:56 20/03
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“Se a vítima estiver armada, sabe quem vai tomar o pipoco?”
(a nada ortodoxa juíza Luciana Fiala advertindo um menor infrator no documentário Juízo)

| Categoria: Frases

Um Amor de Tesouro

10:09 19/03
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Meu primeiro impulso ao assistir a Um Amor de Tesouro foi fazer algum trocadilho infame com seu título original, Fool’s Gold (Ouro de Tolo). Mas isso não seria muito justo, afinal de contas o filme não pretende ser mais do que aparenta. E creiam-me: isso não é um elogio. O que temos é um misto de comédia romântica com aventura, repleto de situações absurdas e cujo roteiro é mais direcionado para mostrar seus protagonistas em belas tomadas do que propriamente fazer algum sentido. Todas as fichas são apostadas na boa química entre os astros Kate Hudson e Matthew McConaughey – um dia ainda aprendo a pronunciar o sobrenome dele. Não se pode negar que os dois funcionam em cena, mas até isso já foi explorado com mais habilidade em Como Perder um Homem em 10 Dias.

Matthew vive o personagem de sempre: um sujeito meio malandro e irresponsável, porém de bom coração. E que também não perde uma chance de aparecer com os músculos à mostra (faria o maior sucesso nas novelas de certo autor brasileiro). Eu me pergunto que tipo de papel o ator fará quando ficar mais velho. No filme, o personagem é um caçador de tesouros que, de tanto se meter em roubadas, encheu a paciência da ex-esposa e ex-sócia, que agora só quer uma vida sem sobressaltos. Mas é claro que o sarado aventureiro finalmente descobre uma pista de sua obsessão particular: um lendário galeão espanhol que teria afundado por ali repleto de tesouros há quase trezentos anos. Como não poderia deixar de ser, o casal, ainda apaixonado, se une novamente em torno do objetivo em comum e é perseguido por rivais nada escrupulosos.
O filme alterna previsibilidade e implausibilidade, compilando de uma só vez todos os clichês dos dois gêneros que tenta abarcar. O roteiro se dobra ao esquema de uma sorte quase mediúnica norteando as atitudes dos mocinhos e uma burrice congênita afetando todos os vilões. Uma cena logo no início exemplifica bem isso: um dos desafetos do protagonista manda matá-lo e seus capangas, apesar de armados, têm o maior trabalho para tentar afogar o cara ao invés de simplesmente dar-lhe um tiro. Além da estupidez dos homens maus, ainda tem a típica menina rica, fútil e burra como contraponto à descolada e esperta personagem de Kate Hudson – pelo menos dessa vez a loura é inteligente e a morena, burra.
Está achando que já viu isso antes? Viu sim, caro leitor. Muita coisa parecida em filmes melhores. Essa temporada pós Oscar é mesmo uma fase difícil para a sétima arte… Para quem estiver disposto a encarar, Um Amor de Tesouro (que péssimo, esse título!) tem pré-estréias a partir de hoje.
| Categoria: Críticas

Na Natureza Selvagem

23:19 16/03
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“Eu fui à floresta porque queria viver intensamente e sugar toda a essência da vida, e arrancar de mim tudo que não fosse vida. Para mais tarde, ao morrer, não descobrir que não havia vivido.â€

A máxima acima de Henry David Thoreau, embora não tenha sido citada textualmente ao longo de Na Natureza Selvagem, é a idéia que norteia seu protagonista. Christopher McCandless acaba de se formar. É um rapaz inteligente. Sua família tem muita estabilidade financeira e nenhuma emocional. No dia de sua formatura, o pai lhe oferece um carro novo e dá indícios de que tem vergonha do seu carro velho. É a gota d’água para Chris botar um mochilão nas costas, abrir mão do dinheiro que tem no banco e sair por aí sem dar satisfações a ninguém numa radicalíssima viagem de autoconhecimento.

A história de Chris McCandless é tão maluca que só poderia ser real. O filme acompanha, mesclando habilmente passado e presente, os dois anos que duraram essa inacreditável aventura. Tendo como objetivo viver em total isolamento nas terras geladas do Alasca e passando por diversas situações ao longo do caminho, a jornada de Chris – que, a determinada altura, assume o hilário codinome Alex Supertramp – não pode ser classificada como o mero delírio de um garotão que se encheu da vida de bacana. Sua viagem tem algo de bastante filosófico, não se resume a uma fútil tentativa de aumentar a adrenalina. Ele quer se afastar de uma vida de mentiras, pois se incorporar ao chamado american way of life, para ele, significa aceitar o legado de seus pais. É também uma celebração ao espírito “easy rider†tão em voga no final da década de 60 e que hoje parece enterrado para sempre nos corações americanos.

Mais um belíssimo trabalho de direção de Sean Penn (outro que vale conferir, num estilo bem diferente, é A Promessa), Na Natureza Selvagem conquista o espectador sem que ele se dê conta. Talvez porque induza a uma curiosa sensação de estar junto com Chris e – quem sabe – também fazendo algumas descobertas sobre nós mesmos ao longo do caminho. E, por incrível que pareça, ver Emile Hirsch onipresente na tela por duas horas e vinte minutos não é a tortura que se poderia esperar. Tudo bem que sua atuação não chega a ser para indicação ao SAG, como ocorreu, mas o que ele demonstra neste filme é um upgrade e tanto para quem costuma fazer coisas como Show de Vizinha. Agora se a mudança é fruto de amadurecimento artístico ou aconteceu graças à boa direção de Sean Penn é algo que só saberemos nos próximos filmes do rapaz.

Outro ponto alto é a trilha sonora, totalmente em harmonia com as belas tomadas de uma porção ainda selvagem dos Estados Unidos e também com as citações que Chris faz de vários autores rebeldes – como Thoreau e Jack London – nos quais se inspira para suas ações e também para seus escritos. A única ressalva que faço à produção é o fato de sua longa duração não ser necessária, já que existem algumas seqüências que poderiam ter passado por uma edição mais rigorosa ou até mesmo ter sido suprimidas. Um exemplo disso é um trecho que prenuncia um romance que não chega a se concretizar e nada acrescenta ao contexto geral.

Foi previsto inicialmente que Na Natureza Selvagem estrearia somente em São Paulo (o que de fato aconteceu há algumas semanas), mas os distribuidores voltaram atrás e resolveram lançá-lo também no Rio. Ainda bem. Este é um daqueles casos em que a tela grande e o som estéreo fazem toda diferença.

| Categoria: Críticas, Nos Cinemas

Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro

15:35 12/03
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Foi anunciado hoje em coletiva realizada no cinema Estação Gávea, no Rio de Janeiro, os indicados ao Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro 2008. E os filmes mais lembrados, como já era esperado, foram os dois que disputaram de forma mais aguerrida a indicação do país ao Oscar de filme estrangeiro deste ano: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e Tropa de Elite, cada um com 13 indicações. O Céu de Suely (11 indicações), O Cheiro do Ralo (também 11) e Baixio das Bestas (6) completam a lista de indicados a melhor filme.

Assim como aconteceu na última edição, neste ano o período abrangente da premiação é de 1 ano e meio, ou seja, disputam os filmes nacionais lançados em circuito entre 1º de julho de 2006 e 31 de dezembro de 2007. O motivo é a não realização da premiação em 2006, que fez com que surgisse este hiato entre os premiados. A previsão é que a partir do ano que vem a situação retorne à normalidade, com a cerimônia ocorrendo sempre no mês de março.

O presidente da Academia Brasileira de Cinema, o diretor Roberto Farias, anunciou as novidades desta premiação em relação às edições anteriores. Três novas categorias foram adicionadas: filme de animação, efeitos especiais e edição de documentários. Serão ao todo 23 categorias em disputa, com os vencedores recebendo o inédito Troféu Grande Otelo (à esquerda), criado pelo designer João Uchoa. A votação entre os integrantes da Academia ocorrerá entre 14 de março e 2 de abril, com o resultado sendo apenas divulgado na cerimônia de entrega da premiação.

Outras novidades foram a criação do Prêmio Especial de Preservação, que visa dar destaque à necessidade de preservação da memória do cinema nacional, e a escolha de Renato Aragão como homenageado deste ano, em reconhecimento à sua carreira no cinema. Foram também criadas três categorias especiais, nas quais o público poderá participar e eleger seu indicado preferido: melhor filme de ficção nacional, melhor filme de ficção estrangeiro e melhor filme feito para celular. Para participar os interessados devem votar por SMS ou através do site da Academia, http://www.academiabrasileiradecinema.com.br/ .

A cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2008 ocorrerá em 15 de abril, no Vivo Rio. Os vencedores, é claro, você poderá conferir aqui mesmo no Adoro Cinema.

Confira os indicados à premiação