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Trailer do novo Indiana Jones
14:13 15/021 comentário
A Mulher InvisÃvel
14:26 13/020 comentários

Com roteiro de autoria do próprio Cláudio Torres, a história trará dois amigos que têm posições antagônicas sobre o casamento: Pedro (Selton Mello) acredita em sua viabilidade, enquanto que Carlos (Vladimir Bricha) o considera impossÃvel de dar certo. Após ser abandonado por sua mulher Pedro entra em depressão, criando em sua mente a mulher ideal (Luana Piovani). Completamente apaixonado por ela, mesmo sabendo que nada mais é do que sua imaginação, Pedro não percebe a paixão secreta que Vitória (Maria Manoella), sua vizinha, nutre por ele. E assim caminha esta comédia romântica, que segundo seu diretor não terá qualquer efeito especial, ao contrário de seu filme de estréia. “O efeito especial é o elencoâ€, sentenciou.

Orçado em R$ 6 milhões, “A Mulher InvisÃvel†terá suas filmagens encerradas em março deste ano. A previsão é que seu lançamento nos cinemas de todo o paÃs ocorra no 1º semestre de 2009, ainda sem data definida.

Frase do Dia
14:00 13/020 comentários
“Se você assistir aos meus filmes vai me conhecer bem. Mais do que se conversasse comigo.â€
(Selton Mello, na coletiva de apresentação de “A Mulher InvisÃvelâ€)
Retorno
13:41 13/020 comentários
Ao longo deste perÃodo recebi várias mensagens, as quais respondi na medida do possÃvel, questionando sobre diversos problemas ocorridos com o Adoro Cinema. Alguns foram decorrentes deste meu perÃodo ausente, outros devido a problemas inesperados. O que desejo deixar claro a todos os nossos leitores é que estamos buscando resolvê-los o mais rapidamente possÃvel. As pendências em relação a atualizações começaram a ser corrigidas nesta semana, em todas as seções do site. Os filmes já em cartaz e que ainda não possuem ficha própria em nosso acervo as terão ainda nesta semana, sem falta. De agora em diante o Adoro Cinema voltará ao seu funcionamento normal, trazendo informações frequentes sobre o que acontece na sétima arte, como tem sido sua marca ao longo destes quase 8 anos de existência.
Quero também ressaltar o belÃssimo trabalho feito por Erika Liporaci nesta minha ausência, não apenas em suas colunas mas também segurando sozinha as atualizações do Blog, além de em várias situações representar o Adoro Cinema e auxiliar na manutenção do site. Uma participação inestimável, que precisa e merece ser reconhecida.
Mas chega de papo que há muito trabalho pela frente. É muito bom estar de volta.
Elizabeth – A Era de Ouro
08:57 13/022 comentários
Esta segunda parte da trilogia que o diretor Shekhar Kapur pretende realizar enfoca o perÃodo intermediário do longo reinado da chamada “Rainha Virgemâ€. O ano é 1585 e Elizabeth está há quase três décadas no trono quando atrai a ira e ganância do poderoso rei espanhol Felipe II. Católico fanático e devoto dos terrores da Inquisição, Felipe anseia por conquistar a Inglaterra, destronar a protestante Elizabeth e colocar em seu lugar a católica Mary Stuart, rainha da Escócia – além de prima e prisioneira de Elizabeth.
Enquanto se concentra no lado histórico e das intrigas palacianas, Elizabeth até consegue ser um filme interessante. Não apenas por mostrar os meandros do jogo polÃtico e da alta traição, mas também pelo modo como a rainha e seu conselheiro, Sir Francis Walsingham, realizam uma espécie de marketing polÃtico e torcem a seu favor o fato dela nunca ter se casado nem gerado um herdeiro, habilmente transformando a (suposta) castidade em santidade e dando-lhe uma aura divina.
O grande problema é quando, a certa altura, o filme centra seu poder de fogo no triângulo amoroso formado pelo aventureiro Sir Walter Raleigh, Elizabeth e sua dama de companhia preferida (aliás, o inÃcio do filme parece sugerir uma atração entre as duas que não se concretiza). Aà o filme vira novelão mesmo, com direito a ceninhas de ciúme e diálogos inacreditáveis. Nesta segunda metade, a fragilidade do roteiro ajuda a evidenciar ainda mais certos exageros que já estavam ocorrendo, como cenas alongadas muito além do necessário ou seqüências inteiras que nada acrescentam à trama e que parecem ter sido rodadas apenas para exibir a bela fotografia. Sem contar a irritante trilha sonora grandiloqüente, com direito até a violinos sublinhando a morte de um personagem.
Um bom exemplo dessa gratuidade visual está na cena em que Elizabeth aparece à frente de seu exército usando peruca de guerra. Eu explico: ao longo do filme vemos que ela tem cabelos quase tosados (e piolhos) e usa aquelas perucas elaboradas para aparecer na corte. OK. Normal. Mas, mesmo frisando bem este detalhe em inúmeras cenas, quando ela surge à frente do exército está usando armadura e longuÃssimos cabelos ruivos ao vento. Por que alguém se vestiria para a guerra de armadura e peruca? Certamente a hair stylist argumentaria que a rainha queria se mostrar bela para os soldados, mas tal desvario só faz o espectador lembrar das rainhas de bateria.
Esse artificialismo pontua todo o filme, mas tudo fica mais incômodo à medida que a trama avança e vai deixando pontas soltas em vários aspectos importantes do lado histórico para se concentrar nos delÃrios estéticos. Vários assuntos explorados antes perdem importância subitamente, como a revolta interna dos católicos ingleses. Os revoltosos simplesmente desistiram diante da queda de Mary Stuart? Sem contar a batalha no mar, que parece se resolver sem muito esforço. O que não combina muito com uma cena anterior que mostra o poderio esmagador da armada espanhola. Mas, em vez de amarrar esses nós, o diretor prefere anestesiar o espectador com tomadas estonteantes, em que Elizabeth é vista por ângulos privilegiados e iluminada como se fosse o próprio astro-rei.
Claro que Cate Blanchett está, mais uma vez, muito bem no papel. Mas até mesmo esse ponto positivo parece levar esta seqüência a um patamar inferior ao do primeiro filme, já que é uma continuação do mesmo papel e, portanto, a ótima interpretação de Cate como Elizabeth não chega a ser uma novidade. O filme concorre a dois Oscars: melhor atriz e figurino (se levar o segundo, tá no lucro).
Elizabeth – A Era de Ouro é como um falso brilhante: belo e fascinante à primeira vista, mas não resiste a um exame mais cuidadoso.
Sweeney Todd
08:58 10/020 comentários
Em sua versão para a telona – que é calcada no musical de Sondheim -, o assassino ganha ares de herói trágico. Assim como o Conde de Monte Cristo, Sweeney Todd era um homem pacato até ter sua vida feliz destruÃda por uma condenação injusta. O motivo? O desejo de um juiz corrupto e poderoso por sua bela esposa. A história começa quando Todd, já transformado pelo desejo de vingança, retorna a Londres e trava amizade com a decadente Sra. Lovett que, esperançosa em conquistá-lo, se torna sua cúmplice.
A trama de Sweeney Todd casa tão bem com o estilo de Tim Burton que chega a ser difÃcil conceber que não seja uma história original. Que o filme seria primoroso em termos visuais ninguém tinha dúvidas. Mas parecia estranho pensar na junção de tão tenebrosa trama com o gênero musical, geralmente associado à leveza e beleza. Afinal de contas, trata-se de um musical regado a litros e litros de sangue. Sweeney Todd é um filme sombrio, sinistro, mergulhado em sangue e humor negro, mas, ao mesmo tempo, com ares operÃsticos e um exagero estético que torna toda aquela carnificina meio falsa (no bom sentido). O resultado é uma jóia barroca que só poderia mesmo ser dirigida por Burton e protagonizada por Johnny Depp. Muito bem coadjuvado, é claro, pela ótima Helena Bonham Carter (não por acaso a senhora Burton). Ou seja: todo o projeto está entre amigos e não poderia estar em melhores mãos. E não nos esqueçamos de que o elenco ainda dá conta de cantar, e muito bem. Destaque também para as criativas letras, em especial a que fala sobre a qualidade (ou falta dela) das tortas da Sra. Lovett.
Sweeney Todd foi indicado a três Oscars: ator, figurino e direção de arte. Uma ótima oportunidade de fazer justiça ao incrÃvel Johnny Depp, que, além de compor seu personagem com a genialidade habitual, ainda se revelou um intérprete interessantÃssimo também na parte musical. Por outro lado, é uma grande injustiça o longa ter ficado de fora das categorias melhor filme e direção. Ainda mais num ano que não é dos mais concorridos. Mais um capÃtulo da longa história da má-vontade da Academia com Tim Burton.



